Customize Consent Preferences

We use cookies to help you navigate efficiently and perform certain functions. You will find detailed information about all cookies under each consent category below.

The cookies that are categorized as "Necessary" are stored on your browser as they are essential for enabling the basic functionalities of the site. ... 

Always Active

Necessary cookies are required to enable the basic features of this site, such as providing secure log-in or adjusting your consent preferences. These cookies do not store any personally identifiable data.

Functional cookies help perform certain functionalities like sharing the content of the website on social media platforms, collecting feedback, and other third-party features.

Analytical cookies are used to understand how visitors interact with the website. These cookies help provide information on metrics such as the number of visitors, bounce rate, traffic source, etc.

Performance cookies are used to understand and analyze the key performance indexes of the website which helps in delivering a better user experience for the visitors.

Advertisement cookies are used to provide visitors with customized advertisements based on the pages you visited previously and to analyze the effectiveness of the ad campaigns.

Logo Yakult 90 anos - Site
enptes

• Matérias da Edição

| Pesquisa

Taurina e envelhecimento saudável

Escrito por: Elessandra Asevedo

D­­­­­ados do Instituto Brasileiro de Geografia e Esta­tística (IBGE) sugerem que, em 2060, um quarto da população brasileira terá mais de 65 anos. A estimativa, que segue as perspectivas em nível global, incentiva ­pesquisadores a procurarem caminhos para um envelhecimento saudável, mini­mi­zando danos orgânicos e alte­­ra­ções fisiológicas provocados pelo ­avanço da idade. O envelheci­mento aliado a uma alimentação inadequada, genética e exposição a múltiplos fatores como estresse, poluição, tabagismo e etilismo, influencia ainda mais no aumento do estresse oxidativo. Neste contexto, estratégias de intervenção utilizando antioxidantes nutricionais têm sido pesquisadas com o objetivo de aumentar a capacidade antioxidante celular. Dentre esses nutrientes está a taurina, disponível principalmente em peixes e frutos do mar.

A suplementação com o ami­noácido tem sido utilizada no tratamento de inúmeras condições, incluindo doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson, epilepsia, insuficiência cardíaca, aterosclerose, hipertensão e ­diabetes. A taurina também ­possui ações importantes no metabolismo lipídico, efeitos protetores em processos inflamatórios e atividade antioxidante. O grupo de pesquisa em Nutrição, Metabolismo Energético e Exercício Físico da Escola de Educação Física e Esporte de ­Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EEFERP-USP) realiza trabalhos com a taurina desde 2008. Segundo a professora doutora Ellen Cristini de Freitas, líder do grupo, a ação antioxidante e anti-inflamatória significativa do aminoácido é relatada em trabalhos com mulheres entre 25 e 45 anos, e em atletas.

Devido aos resultados, o grupo passou a investigar o uso do aminoácido no envelhe­cimento, com um estudo envolvendo mulheres na pós-menopausa. “O aumento de oxidação é um processo fisiológico associado ao envelhecimento, assim como a inflamação. E, quando comparados os grupos, percebemos que os idosos mantêm um nível mais baixo de taurina do que os mais jovens, provavelmente devido ao avanço da idade”, enfatiza a docente, que orientou o estudo ‘Taurine as a possible antiaging ­therapy: A controlled ­clinical trial on taurine ­antioxidant activity in women ages 55 to 70’. Desenvolvido por Gabriela Ferreira Abud, atual doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Nutrição e Metabolismo da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), o experimento envolveu 24 mulheres com idade média de 62 anos. Metade recebeu suplementa­ção de 1,5g de taurina e metade foi suplementada com placebo por 16 semanas.

Todas realizaram avaliações de antropometria, testes de capacidade funcio­nal, níveis de minerais, de taurina e de marcadores de estresse oxidativo determinados no plasma no período pré e pós-­intervenção nutricional. Além disso, foi realizada análise da ingestão alimentar antes, durante e após o período de intervenção. A conclusão mostra que, nas mulheres que fizeram uso da suplementação do aminoácido, aumentaram os níveis plasmáticos de taurina e da enzima superóxido dismuta­se (SOD) – que protege a célula das reações danosas do radical superóxido –, sugerindo que a suplementação pode­ria ser uma estratégia importante no controle do estresse oxidativo durante o processo de envelhecimento.

Quantidade

“Essas enzimas são um fator de proteção natural do organismo, mas são produzidas quando aliadas com a condição nutricional, ou seja, é necessária uma dieta com alimentos ricos em magnésio, ferro, zinco e selênio. Infelizmente, os idosos são um grupo que tem alimentação empobrecida, o que pode ser fator de piora para a oxidação. Além disso, é preciso cuidar da microbiota, que é a responsável pela absorção dos nutrientes, inclusive da taurina”, enfatiza a pesquisadora. A quantidade diária ideal de consumo do suplemento ainda está sendo avaliada pelo grupo, que já desenvolve um novo estudo envolvendo mulheres idosas com obesidade e sarcopenia. Neste experimento, vão utilizar 3g de taurina para avaliação dos efeitos colaterais. A docente lembra que a ­qualidade da taurina também é essencial para os resultados e, quanto mais pura, melhor. Por isso, a sugestão é sempre pedir orientação a um nutricionista. O estudo foi publicado na revista Nutrition.

Desequilíbrio orgânico

O envelhecimento desencadeia alterações fisiológicas em tecidos, órgãos e sistemas que envolvem mudanças na composição corporal, como perda óssea, catabolismo muscular, aumento de gordura corporal, alterações digestivas e falha na absorção de nutrientes, além do acúmulo de danos celulares ao longo do tempo. Esses prejuízos nas células estão associados com o desequilíbrio entre os sistemas pró-oxidante e antioxidante do organismo, refletindo no aumento do estresse oxidativo. Esse desequilíbrio favorece a produção aumentada de espécies reativas de oxigênio (EROs) que, em altas concentrações, pode resultar no mau funcionamento do sistema de reparo celular, contribuindo para o desenvolvimento de doenças crônico-degenerativas não transmissíveis como alguns tipos de câncer, Alzheimer, Parkinson, esclerose múltipla, distúrbios cardiovasculares, osteoporose, diabetes tipo 2 e hipertensão arterial.

DIREITOS RESERVADOS ®
Proibida a reprodução total ou parcial sem prévia autorização da Companhia de Imprensa e da Yakult.

Posts Recentes

• Mais sobre Matérias da Edição