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Inteligência artificial

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IA na medicina diagnóstica e laboratorial

Escrito por: Elessandra Asevedo

A inteligência artificial (IA) tem se mostrado uma grande facilitadora em diversas tarefas do dia a dia. Na medicina, a IA tem assumido um papel revolucionário, especialmente na criação de algoritmos diagnósticos e na avaliação de dados genômicos, tornando-os mais completos e personalizados. O avanço da tecnologia tem auxiliado os médicos na escolha do tratamento mais adequado para cada paciente.

De acordo com o médico patologista clínico Álvaro Pulchinelli, presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), a capacidade de armazenamento e processamento de dados da IA torna o recurso essencial na medicina diagnóstica. “Na área da genômica baseada nos conhecimentos de bioinformática houve um salto exponencial, tanto na identificação de genes específicos responsáveis por doenças quanto de alvos terapêuticos”, afirma.

A inteligência artificial tem auxiliado, por exemplo, na interpretação dos resultados de exames genômicos. Dessa forma, ajuda a identificar genes que causam mutações e polimorfismos, além de permitir a análise conjunta de diversos outros exames. Ademais, possibilita a formulação de algoritmos para alcançar um prognóstico preciso.

Atualmente, a inteligência artificial continua restrita aos grandes laboratórios, que têm departamentos de inovação, pesquisa e desenvolvimento. “Contudo, em pouco tempo isso deve se popularizar com a expansão das plataformas de acesso”, afirma o médico.

O futuro é agora

O uso de inteligência artificial pelos laboratórios faz parte das ações inseridas no conceito de Lab 4.0. Esse conceito preconiza que os estabelecimentos sigam os mesmos princípios da indústria 4.0, ou seja, da quarta revolução tecnológica. “As empresas deste período industrial utilizam tecnologias para tornar mais fáceis os seus processos, melhorar seus produtos e otimizar a mão de obra”, resume o médico.

No caso da medicina laboratorial, a tecnologia pode prever alguma doença de acordo com o histórico do paciente e auxiliar nos padrões de qualidade dos laboratórios. “A digitalização e automação promovidas por iniciativas como o Lab 4.0 melhoram a gestão da qualidade ao permitir monitoramento contínuo e preditivo”, explica a médica patologista clínica Bruna Dolci Andreguetto, presidente da Regional Interior São Paulo da SBPC/ML.

No controle de qualidade, os sistemas que utilizam IA podem verificar o desempenho de equipamentos, por exemplo, bem como identificar qualquer afastamento dos padrões de qualidade. Em resumo, essas ações permitem uma intervenção proativa, evitando problemas que poderiam comprometer a qualidade dos resultados. 

Mais assertividade 

A inteligência artificial também proporciona maior precisão nos resultados, porque é excelente na identificação de padrões. Isso se aplica tanto a exames de imagem quanto à análise microscópica de peças cirúrgicas e à identificação de padrões em resultados de exames laboratoriais para determinados tipos de doenças.

“É possível que, na medicina diagnóstica, o uso dos chatbots com a melhora dos algoritmos e a integração de informações clínicas, epidemiológicas e laboratoriais agilize as conclusões médicas”, explica o médico patologista clínico André Doi, diretor científico da SBPC/ML. No entanto, por não ter o senso crítico de um raciocínio clínico integrado, empático e sensorial, a tecnologia não substitui o julgamento de um profissional da área da saúde na tomada de decisões.

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