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Rigor científico e controle de qualidade

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As muitas etapas para o desenvolvimento de vacinas

Escrito por: Fernanda Ortiz

As vacinas são a forma mais eficiente de prevenir doenças infecciosas e o processo de desenvolvimento é complexo, demorado e rigoroso. Assim, cada etapa é essencial para garantir a segurança e eficácia do imunizante antes de ser disponibilizado para a população. Dividido em várias etapas, que vão da pesquisa à distribuição, cada fase exige rigor científico e controle de qualidade, envolvendo desde testes laboratoriais até estudos em larga escala com voluntários humanos.

De acordo com a farmacêutica Roberta Dias, professora de Farmácia do Centro Universitário Newton Paiva, em Minas Gerais, o processo de desenvolvimento de vacinas passa por várias fases bem definidas, cada uma com objetivos específicos e métodos rigorosos. “O processo começa com pesquisa básica em laboratórios, onde cientistas identificam as moléculas mais promissoras”, explica. Dessa forma, diversas combinações são testadas para determinar a composição ideal da vacina. Nesta fase, são realizados experimentos iniciais para avaliar a resposta imunológica e a eficácia potencial.

Na etapa de testes pré-clínicos a vacina é testada em culturas de células e em animais. Os testes buscam verificar a segurança e a imunogenicidade da vacina, ou seja, sua capacidade de induzir uma resposta imunológica. “Esses testes são cruciais para decidir se a vacina é segura o suficiente para ser testada em humanos”, detalha a professora. Na sequência, são realizados ensaios clínicos em três fases distintas. Na primeira, a vacina é administrada a um pequeno grupo de voluntários saudáveis para observar reações adversas, avaliar a segurança e determinar a dose adequada.

A fase II amplia a análise de segurança e eficácia, testando a vacina em diferentes grupos etários e perfis de saúde. “Nesta fase são refinados aspectos como dose ideal, número de doses e o intervalo entre elas”, observa a especialista. Na fase III, além de ser administrada a milhares de voluntários, os pesquisadores comparam os resultados com um grupo que recebe placebo. Esta etapa – última antes da submissão para aprovação regulatória – é decisiva para confirmar a eficácia da vacina para prevenir determinada doença e para identificar qualquer efeito adverso raro.

Revisões

Após a conclusão dos ensaios clínicos, a vacina passa por uma revisão com rigor científico e controle de qualidade, realizada pelas agências reguladoras. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é a responsável pelo processo. Assim, somente após a aprovação a vacina pode ser produzida em larga escala e distribuída para a população, sempre sob monitoramento contínuo para garantir sua segurança e eficácia a longo prazo. “O desenvolvimento de vacinas é um exemplo claro de como a ciência e a pesquisa são fundamentais para a saúde pública”, avalia a professora.

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