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Cirurgia plástica reparadora

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Reconstrução mamária para recuperar a autoestima

Escrito por: Elessandra Asevedo

A reconstrução da mama é uma cirurgia plástica reconstrutora que tem como objetivo auxiliar na autoestima de mulheres que passaram pela mastectomia em consequência do câncer de mama. Muito mais que um fator estético, a falta da mama – que é um símbolo importante da feminilidade – abala a autoestima das pacientes que passaram por um processo difícil, tanto física como mentalmente. A cirurgia, quando realizada logo no início do tratamento, promove a simetrização das mamas.

De acordo com a médica cirurgiã Clarissa Leite Turrer, coordenadora do Ambulatório Multiprofissional de Câncer de Mama do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG), a cirurgia plástica reparadora é um direito da mulher. Em abril de 2013 foi instituída a Lei da Reconstrução Mamária, que prevê a cirurgia plástica reconstrutora imediatamente após a retirada total ou parcial da mama devido ao câncer. O procedimento é realizado se houver condições clínicas ou assim que a paciente apresentar os requisitos necessários.

“No HC-UFMG, que é um hospital de média e alta complexidade, a maior parte dos casos de câncer de mama é cirúrgico. Assim, as pacientes precisam retirar parte ou toda a mama”, explica a médica. Em ambos os casos, a cirurgia plástica reconstrutora é parte do tratamento. Essa conduta traz benefício para a paciente, que pode dar continuidade ao tratamento oncológico que inclui radioterapia e/ou quimioterapia, sem a mutilação decorrente da mastectomia. 

Reconstrução mamária

A cirurgia para remoção de um tumor na mama pode deixar sequelas que afetam a imagem corporal de muitas mulheres. Por isso, a abordagem da cirurgia plástica reparadora é fundamental para o resgate da feminilidade. Além disso, ajuda a deixar a mulher mais confiante no tratamento por perceber o cuidado dos profissionais.

Assim, na maioria das vezes, a paciente passa apenas por um procedimento cirúrgico. As equipes de mastologia e cirurgia plástica trabalham simultaneamente, retirando o tumor e, logo em seguida, reconstruindo a mama. “Dessa forma, reduz-se o número de internações, a permanência no hospital e os riscos inerentes a qualquer cirurgia”, informa a médica.

A reconstrução nem sempre necessita de próteses, que são usadas apenas em pacientes submetidas à mastectomia total. Os casos são analisados individualmente e a mulher participa de todo o planejamento terapêutico, que é feito em conjunto pela equipe de mastologia e cirurgia plástica e envolve, inclusive, os familiares.

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